Resp. para: “Além da informática… um caso a pensar”
23/03/2012 4 Comentários
Pessoal desculpem passar tanto tempo sem posta nada nesse blog…
Mas vi um post hoje que me deixou meio assim + -, pois ele era meio tendencioso e não deixava claro como funcionam as coisas, deste modo resolvi responder da maneira que acho correta, espero que o administrador do blog publique a resposta para seus usuários, mesmo assim resolvi compartilhar com todos o que escrevi lá:
Em resposta ao post: http://www.prontofalei.blog.br/alem-da-informatica-um-caso-a-pensar/
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Ola,
Primeiramente me apresentar: Sou Analista de Suporte e professor, trabalho com TI à quase 10 anos, atualmente trabalho em uma universidade pública e estou administrando parte do processo de compras de TI.
Gostaria de esclarecer algumas informações ao publico que está lendo seu blog, para que eles fiquem sabendo realmente como funciona o sistema de compra via registo de preço no Brasil e não ficar só com a ideologia de brigas entre Softwares Proprietários e Softwares Livres.
O Brasil dispõem da lei 8.666, que estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Estando ela disponível para qualquer cidadão consultar no mesmo site que você cita o “ComprasNet” – http://www.comprasnet.gov.br/legislacao/leis/lei8666.pdf
O modelo de compra via “Registro de Preço” é quando o estado realiza uma licitação seja ela presencial ou eletrônica (Ver Capitulo II – Da Licitação), para compras poderem ser subdivididas em tantas parcelas quantas necessárias para aproveitar as peculiaridades do mercado, visando economicidade (Ver Sessão V Art. 15, Cap IV).
Deste modo os governos podem chamar todos os seus Ministérios, Secretarias, órgãos vinculados e autarquias para participar do “Registro de Preço”, tendo somente 1 órgão responsável pelo processo e os demais são chamados de órgãos participantes. O órgão responsável envia uma tabela para o planejamento dos quantitativos dos itens que irão integrar o registro, ao final se obtém todo quantitativo que será enviado para licitação.
Mesmo assim a existência de preços registrados não obriga a Administração a firmar as contratações que deles poderão advir, ficando-lhe facultada a utilização de outros meios, respeitada a legislação relativa às licitações, sendo assegurado ao beneficiário do registro preferência em igualdade de condições. (Ver Sessão V Art. 15, Cap V, Inciso 4).
Mas o sistema de registro de preço também poderá servir para outros órgãos que não estejam cadastrado previamente como órgão participantes, dai chamamos de órgão carona, eles deverão pedir autorização ao órgão gestor do registro de preço e também ao fornecedor, que poderá verificar se é vantajoso fornecer “X” quantidade(s) do(s) produto(s).
Particularmente vejo vantagens em adesão ao registro de preço externo, pois reduz o tempo de compra de um item já que não será mais necessário à realização de uma licitação que tem o tempo médio de 3 a 4 meses, outro fator importante é que devemos realizar mesmo assim uma consulta ao mercado em no mínimo a 3 fornecedores (não virtuais) que deverão emitir propostas para os itens, tendo outro fator mais importante ainda que é a adesão traz é a não negociata de preços com fornecedores, como pode ser visto na matéria do fantástico recentemente ( http://migre.me/8oKru ) que causa vergonha e repudio a todos, mas uma triste realidade em vários órgãos.
Pois bem, já explicado como funciona o registo de preço agora vamos à parte técnica…
Veja o estado ou a administração publica como uma empresa que em certos momentos só software livre não funciona ou não atende a determinados requisitos e se necessita ferramentas capazes de gerar ou fornecer informações e serviços com garantia para a população, que no final das contas sempre paga o pato.
O pai de família não tá preocupado e não quer saber, que ele não foi atendido no hospital, delegacia, SEFAZ, Companhia de água e esgoto, pois o sistema de agendamento ou gestão hospitalar parou, pois o banco de dados ou o SO.
O Aluno do ensino fundamental, médio, técnico ou universitário, não pode ir para o mercado de trabalho só sabendo Software livre, mas também deverá aprender outras tecnologias, pois no mercado não existe só SQL Server, Oracle, Windows, Word, Debian, CentOS, Qmail, Zimbra… Posso passar o dia aqui dizendo, mas é de livre arbítrio o aluno escolher qual caminho seguir.
Como já disse no inicio, que trabalho em uma universidade e também sou professor e fico de coração na mão ou seja “puto”, quando vejo que alguns professores só querem ensinar que o Linux vai dominar o mundo, mas quando o aluno sai da universidade não sabe bem o que é um Active Directory, ou quando eles dizem que só a Microsoft Salva e o aluno sai sem saber da um “ps –aux”.
Então pessoal para finalizar o que muitas vezes esta registrada em ATA de registro de preço não quer dizer que o estado vá comprar as 1.000 licenças de SQL Server 2012 ou 20.000 Cal de Windows, mas ele durante o período de 1 ano poderá necessitar de alguma quantidade até esse limite, então é melhor sobrar do que ter que esperar mais 1 ano para licitar tudo novamente, e que o mundo não é da Luz ou da Escuridão, não só Windows ou Linux, a espaço para aos 2, desde que bem aplicados.
FIM…
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O post original localizei através do usuário do twitter @jldomingos, onde ele fala: “Vejam este ABSURDO : R$ 133.150.000,00 em licenças, treinamento e suporte Microsoft . Mais detalhes em http://t.co/mHH2oPT1” (SIC) (Ver twit: http://migre.me/8oM8b ), mas em sua bio do twitter fala que trabalha com Oracle, estranho né?
Já o administrador do blog (@massaorb) vejo que ele é bem engajado com SL e que é comum ver sempre pessoas com altos níveis de engajamento criticar que a Microsoft não presta e isso ou aquilo outro, nada contra ele, sua atitude ou seu blog e é até bom sempre existir informações sobre licitações ou outros tipos de assunto.
Mas não vejo o pessoal do SL fala que a;
- Reitoria do IFRJ tá comprando no Pegão 26/2011 Apple iMAC, MAC OS, Adobe, quase R$ 360 Mil;
- IFRS pregão 10/2011 tá comprando R$ 783 Mil de Adobe;
- IFRO no pregão 08/2011 tá comprando Vmware a 22 MIL, 1 Licença educacional e a PRODAM do Amazonas RP 01/2012 tem a mesma licença por R$ 19 MIL e a Escola Superior de Guerra pregão 06/2011 tá comprando a 29 Mil;
- OU que um orgão tá comprando RED HAT ENTERPRISE LINUX 5 para 2 processadores com 3 anos de suporte por R$ 10.378,00 e o mesmo compra Microsoft Windows 2008 R2 Enterprise com SA por R$ 6.237,00, vixi pessoal de SL, o W2k8 R2 Ent. posso subir mais 4 windows free né?
…Falo aqui N+1 casos que só usando Linux, Java, Android, saiu mais caro que um ou com proprietario(s), IBM, MS, Oracle… Faz assim Liga para Sefaz-CE ou qualquer dep. de finanças do estado e perguntem o que esles estão achando do S2GPR…
…mas cada caso é um caso, nada contra…
Por fim eu, particularmente trabalho com os 2, tenho soluções em clientes e no trabalho nas 2 plataformas, tento extrair o que a de melhor dos 2 mundo e tenho amigos dos 2 lados e os mais criticos podem também de chamar de capitalista, mas são os 2 lados que pagam minhas contas todos meses.
Bjs do mago…
{Thiago Everton}
Fortaleza-CE
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